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DESABAFO: falta de Conciliação dentro do TJ angustia colega

Servidor do interior questiona “discurso vazio do Tribunal”


O SERJUSMIG recebeu, na primeira semana dezembro/2010, o email que segue abaixo. Ele se refere, sobretudo, às decisões da Corte Superior do Tribunal de Justiça (TJMG) - de 24/11/2010-, mas serve também para ressaltar outras decisões (recorrentes) da Administração do TJ em relação a DIREITOS dos servidores. O desabafo (sob o título “O Cúmulo do Ridículo” ), foi escrito pelo colega de uma Comarca do interior e endereçado à presidência do SERJUSMIG. Diante da angústia contida na correspondência, assim como da contundência dos argumentos, a direção do NOSSO Sindicato decidiu publicar a carta. Quem sabe, assim, ao perceber o mal-estar que aflige os profissionais da Casa (tão bem expostos no texto) , o Tribunal se sensibilize e, em 2011, abra-se efetivamente ao diálogo, privilegiando a formatação de propostas previamente discutidas e, se possível, conjuntamente construídas com as entidades representativas dos Servidores. Assim agindo, com certeza, o TJ evitará provocar em seus trabalhadores sentimentos como estes expressados pelo colega J.E.S (não identificaremos o autor da mensagem para preservá-lo). Confiram, agora, a carta:

Senhora Presidente,
Sobre o adicional para ESCRIVÃES/CONTADORES (e também os adicionais dos Psicólogos; Assistentes Sociais e Oficiais de Justiça) , é absolutamente ridículo o tratamento dispensado pela CORTE e pela tal equipe TÉCNICA do Tribunal de Justiça (TJMG) à questão. A despeito dos congressos e seminários realizados pela instituição, com o intuito de incutir no Judiciário a cultura da conciliação, esta postura do TJMG demonstra que, na prática, tudo não passa de mera retórica, eventos realizados com a finalidade de promover as autoridades da Casa. Discursos, teoria dissociada da prática.

Conciliação implica, antes de tudo, respeito e valorização dos profissionais que servem à sociedade (principalmente, e sobretudo, em se tratando de servidores que se habilitaram em concurso público) . Esses servidores é que estão engajados para alcançar os objetivos supostamente almejados pela atual Administração. Porém, repita-se, a cultura da conciliação pressupõe uma CONCILIAÇÃO INTERNA PERMANENTE (diálogo, conversa, discussão da administração acerca das matérias de interesse dos servidores com os sindicatos representantes dos servidores).

Não obstante, se o presidente e seus pares, mal orientados pela tal "equipe técnica" ou mesmo autodeterminados (o que é pior), agem, reiteradamente ,de forma desrespeitosa com a massa de servidores, sempre adotando medidas unilaterais e que indicam desprestígio dos servidores e o desejo inequívoco de mantê-los sempre à margem, não se há de falar em CONCILIAÇÃO. Fosse para implementar adicionais para os magistrados (ou vantagens para a parentela)... a história seria bem diferente. Chega a ser vergonhoso!!!

(Incluída em 17/12/2010 às 15:59)

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